21 janeiro 2019

Saudade.


Eu sinto a tua falta.
Queria te contar os meus rolos.
Queria ouvir os teus conselhos de irmã mais velha.
Queria te contar as coisas que a nossa menina faz. 
Ela está uma mocinha.
Você estaria orgulhosa e encantada. Eu sei.
Tem a tua aparência e o teu gênio difícil.

Vontade de sair só as garotas.
De comer besteira. 
De falar mal dos caras e do governo.
De jogar conversa fora e não ter hora pra voltar.

De te ouvir cantar.

A saudade é tanta que meu peito dói apertado. 
Meu corpo inteiro sente a tua falta.
Penso que essas doenças inexplicáveis que apareceram desde a tua partida,
são sinais da tua falta.

Eu não tenho resposta para o que aconteceu;
Eu aceito a vontade do nosso Deus.
Mas eu ainda sofro.

Espero um dia  te encontrar em outro lugar.
Lugar de paz  e descanso onde morte e choro não haverá.

Oito anos sem a tua alegria.
Sem a tua companhia.
Sem a minha melhor amiga.
Te amo para sempre, mana.

Mas eu sei que tenho que finalmente seguir sem você.
Tenho saudade de mim e de quem eu era antes de te perder.


18 novembro 2018

Novembro.



Eu estou aqui e não entendo o espinho.
Eu estou aqui e não compreendo os teus caminhos.
Mas eu estou aqui confiando na tua direção.
Segura a minha mão e guia-me a águas tranquilas.

Eu estou aqui sem entender os teus mistérios.
Eu estou aqui e preciso do teu auxílio.

Meu rei.
Meu Deus.
Meu amigo.

Eu estou diante de ti
Salva-me.
Cura-me.
Tira-me a dor.

Seja o remédio.
Seja o abrigo.
Seja o amigo.

Transforma o meu choro em riso pelo poder do teu amor.




18 agosto 2018

Sobre a Bienal do Livro em São Paulo.


Domingo, dia 12, estive na Bienal do livro em São Paulo para o lançamento da Antologia o Canto dos Contos, do qual faço parte com o conto Soraima. Uma singela homenagem para minha querida irmã que faleceu em 2011. Organizado por Daniel Moraes e pela Lura Editorial, a antologia conta com 30 autores de todo o Brasil. Estou imensamente feliz e honrada em ter participado deste evento que sempre foi um sonho para mim. Uma das boas lembranças que eu tenho da minha adolescência é sair da escola e ir na única livraria que existia na cidade e passar as tardes lendo e querendo levar todos os livros que visse pela frente. Além de ser amante da leitura, sempre gostei de escrever. Encontrei nos blogs um espaço para   divulgar meus pensamentos que antes ficavam perdidos nas agendas e cadernos. O primeiro curso que tentei foi Letras, mas embora eu achasse que era o curso da minha vida, não fiquei muito tempo nele. Anos depois prestei vestibular para Jornalismo e foi justamente quando estava no final do curso, que decidi escrever um livro e me tornar escritora e não jornalista. Até porque algumas coisas deram bem erradas no meu curso e eu decidi me dedicar totalmente ao   livro. E no momento eu estou terminando de escrever um livro de contos, um infanto-juvenil e um romance. Muito tempo se passou desde que eu decidi ser escritora, mas eu assim como a Clarice Lispector só sei escrever quando espontaneamente   a coisa vem, então eu já estou há anos tentando terminar esses livros. Estava em um momento bem complicado da minha vida, pois havia caído e machucado o braço direito, minhas noites eram horríveis e eu não dormia com dores no braço todo. Recebi um e-mail perguntando se eu queria participar de um concurso de contos e eu não pensei duas vezes em escrever e enviar meu texto para editora. Principalmente porque o lançamento era na Bienal de São Paulo e eu há alguns anos sonhava em participar de uma bienal, se fosse como autora, melhor seria.  O conto Soraima nasceu de madrugada em meio a muitas dores no braço e muito café. Fiquei imensamente feliz quando soube que meu conto havia sido selecionado e só teria que enfrentar o medo de avião e esquecer totalmente da labirintite que me acompanha desde muito jovem. Graças a Deus cheguei em São Paulo para o evento e ocorreu tudo tão bem, a viagem foi cansativa e eu não curto muito frio, mas tive que me acostumar aos quatorze graus da cidade quando a minha é na maioria das vezes acima dos 30. Sofri um pouquinho mas já estou aqui no meu calor com os meus livros em mãos e com ótimas lembranças desse dia.
Grata a Deus por tudo ter dado tão certo. Grata a Deus pelos amigos que estiveram comigo. Kátia, valeu por ser o meu braço direito e me ajudar em praticamente tudo porque o coitadinho ainda não move totalmente. Fabrício, seu lindo, obrigada por ser o irmão que eu preciso. Fábio e Bel obrigada pela atenção de sempre. Bryhan e Andreia obrigada pela estadia e pelos bons momentos. Bryhan, só não seja tão chato. Eu sei fazer o melhor cuscuz desse país. Então me deixa, mano.

Mãe e Evelyn vocês me inspiram a escrever todos os dias. Amo vocês e as nossas brigas e reconciliações ganham vida nas minhas histórias. Não aprontem muito porque eu estou com a caneta. Rs.

Cheguei, paulistas.
 Pirei nos livros.
Enfrentei uma fila para tirar essa fotinha, só para matar minha sobrinha de inveja. kkkkk
Alguns autores da Antologia o Canto dos
 Contos.

Queria uma imagem ao lado da princesa. rs

Jantando na bienal. Selfie da prima.

Zoe, sua linda.
Até breve.


26 julho 2018

Sobre aquele dia.


Tenho em mim que esse dia vai chegar.
Eu estarei lá. Arrumada, cabelo feito e o coração a mil.
Tenho em mim que esse dia vai chegar.
Vou estar nervosa pelos convidados. Se eu tiver que abri a boca para falar tudo o que sinto,
Vou orar para a voz não faltar.
Eu nasci para escrever.
Escrever Tudo o que Sinto.
E este sonho parece estar tão próximo de se realizar.
Espero que os meus versos toquem a tua vida de alguma forma.
Ficarei feliz se minhas letras fizerem parte de um pouquinho do seu mundo.